Novas interfaces do Google e Facebook (2018)
25 de agosto de 2018

[Atualizado em 12.9.2018]

O Facebook e Google quase que simultaneamente anunciaram suas novas interfaces para seus sites.

O Google já havia apresentado a nova interface para sites como o GDrive, mas a grande surpresa foi o Gmail.

Apesar do desenho seguir os padrões do Google, o chamado material design, o Gmail está se tornando um protótipo do que eu chamo de “escritório online”, reunindo (de modo simplificado, claro) numa unica tela aplicações como Google Calendar (calendário de eventos) ou Google Keep (bloco de notas online), além de extensões (algo que só havia nos aplicativos do Google Docs (texto, planilhas ou apresentações).

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O Gmail agora possui um filtro ou seção de mensagens adiadas,  o que permite criar mensagens e enviar em data/hora especifica, o que adianta em muito o envio de mala direta e sinaliza direção do Google para serviço de e-mail marketing, embora tenha um longo caminho pela frente, para evoluir nesse sentido.

Outro recurso nas mensagens novas é o Modo confidencial, que permite enviar mensagens com senha ou com visualização restritas por data. Isso vem a reboque do recurso de compartilhar arquivos no Gdrive.

Por fim, a tela do Gmail pode ser exibida em pelo menos 3 modos de densidade de informação (padrão, confortável e compacto) e em divisão vertical ou horizontal, o que aproxima o Gmail de outros serviços de e-mail do mercado (Outlook.com, p.ex.)

O Facebook está apresentando uma nova interface para sus páginas, mas as mudanças até agora, pelo que pude perceber, são muito sutis, no design das páginas, sem melhorias nas funcionalidades (com exceção das novas políticas de moderação de perfis e páginas, agora muito mais agressiva do que antes).

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Reflexões profissionais 2014:1
13 de julho de 2014

Wallace Vianna é webdesigner, designer gráfico e desenvolvedor web.

A simplicidade é a maior vingança

Mesmo antes dos CMS havia a crença de que sites dinâmicos eram o estado-da-arte em desenvolvimento de páginas para a web. Fazer cada área da página ser carregada ao abrir a página pode ser prático para quem fez a página, mas pode tornar o conteúdo ilegível para buscadores de internet. Fazer páginas “simples” em que o layout não seja dependente da programação hoje é o mais indicado, pois a tecnologia tem de servir ao dono da página, e não ao programador que a fez.

Sites com “design magazine”, tipo página de revista ou jornal, onde cada milímetro custa dinheiro estão dando lugar ao “design móvel” ou design para dispositivos móveis, onde a página tem de ser simples ao extremo, para ser acessada em celular, ou tablet.

Esses cenários mostram que quem apostou na simplicidade estava certo. Se uma página é fácil de ser acessada num celular, num computador de mesa mais ainda. Se um site é acessível por um deficiente visual ou motor, mais fácil por pessoas sem deficiências.

A simplicidade estava certa. Chega de milhões de letrinhas miúdas em uma tela.

Chega de milhões de letrinhas e ícones miúdos em uma tela – apertada ou ampla. Que este novo paradigma seja adotado em breve em programas da Adobe como After Effects, ou de 3D como o Maya.

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