Assistência técnica: manual do usuário

Sempre que alguém – que não é do ramo – me pergunta “que tipo de micro devo comprar” eu recomendo um micro de marca, e explico: além de ter assistência técnica autorizada, normalmente vem com imagem do HD (em CD/DVD/Blue-Ray para restaurar o micro em caso de problemas com software já instalado de fábrica = Windows, drivers).

Ou seja, se a pessoa quer usar o micro e não quer ter de entender do assunto, eu acho que esta é a melhor opção, me desculpem os técnicos que montam micros.
O preço que se paga por um micro de marca é maior, mas a disponibilidade do equipamento com ou sem ajuda de terceiros é melhor do que de um micro montado ao meu ver, neste caso específico (usuário leigo em informática).

Não que o micro montado não tenha suas qualidades (preço menor, principalmente) mas penso que microcomputador e automóvel, só pra citar dois exemplos, são áreas do conhecimento que a maioria das pessoas não deseja se envolver.
Também não estou endemonizando técnicos de informática: toda profissão tem bons e maus profissionais.

Certa vez ressuscitei um micro velhinho, mas tive de percorrer uma pequena via crúcis: o primeiro técnico não resolveu o problema de software, o segundo não sabia localizar problemas de hardware, o terceiro me devolveu o micro pior do que entreguei e o quarto tentou me enrolar na hora de entregar o aparelho funcionando (não quiz gravar os drivers solicitados).
Por isso acho que, se precisar consertar um micro velho, tenha em mente as seguintes coisas:

Hardware velho tem prazo de validade vencido; ele pode pifar na mão do técnico (já me aconteceu).

Hardware velho tem limitações de upgrade/atualização/melhoria: você pode não achar peças novas ou melhores para o seu micro. Turbinar ou ressuscitar seu micro velho pode ser sinônimo de trocar uma ou mais peças (caras).

Software e hardware andam meio juntos. Seu micro velho pode não ter espaço ou capacidade para instalar software novo. Trocar o HD (disco rígido) por um outro maior e/ou instalar uma versão nova de seu S.O. (sistema operacional) pode ser a melhor solução de conserto.

Ao solicitar conserto, vale o que está escrito: se pediu e não deixou por escrito na sua via de O.S. (ordem de serviços) o técnico pode argumentar que o serviço não foi pedido na sua integralidade. Pediu? Onde? Quando? Não lembro. Prove o contrário na frente de um juiz…

Pessoa que monta nem sempre é a pessoa que conserta. A segunda (que conserta) tem como testar as peças de seu micro, sem que você tenha de pagar para comprar peças, só para testar e descobrir o defeito (já ví essa situação: o cliente pagou pelo teste e o montador-técnico não descobriu o problema – !-). Cada problema com o profissional adequado: não opere seu cérebro com um técnico veterinário.

Se puder pagar uma visita do técnico em sua casa, é melhor para ver o problema “em situação de uso”; o problema pode estar na sua casa (instalação elétrica; filtro de linha; estabilizador, para quem usa; interferência de outros equipamentos próximos).

Assim sendo, eu sugiro que, ao deixar um micro para consertar faça o seguinte:

A primeira impressão diz muito nessas horas. O local do conserto é uma sala empoeirada e desarrumada ou um ambiente limpo e organizado? O técnico é formado ou recém-formado? Tem indicação? De que pessoa/empresa? Não que o hábito faça o monge, mas a aparência diz muito sobre a religião da pessoa, assim como o seu modo de se expressar.

Faça algumas perguntas técnicas sobre o seu micro ao solicitar orçamento; vale até perguntar coisas erradas, para testar o nível de conhecimento do contratado. Se o técnico deixar a desejar nesse quesito, faça o orçamento, mas leve para outra pessoa consertar.

Liste previamente as configurações do micro (quantidade + marca + capacidade do HD, modem, memória RAM, drive de CD/DVD, portas USB, processador, placa mãe). Ao pedir O.S. peça para o técnico verificar as configurações listadas e escrever na O.S. o que você está deixando, além do que está solicitando. O técnico nem sempre é seu amigo ou parente próximo para poder confiar às cegas.

Peça para deixar por escrito o prazo e condições de garantia no recibo/O.S.

O barato normalmente sai caro. Se a grana está curta, espere até ter grana suficiente para levar numa assistência técnica ou técnico “de alto nível” (mais caros) ou considere comprar um micro novo. O custo (tempo x dinheiro) de ser enrolado por um mau técnico “baratinho” pode ser o preço de um bom técnico ou de comprar hardware novo.

Para quem acha que essas recomendações são exageradas, cito como exemplo as empresas de telefonia: quem já não teve problemas com uma operadora de celular? Por que computadores seriam diferentes?

Texto originariamente publicado no site Catabits
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